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sexta-feira, 17 de junho de 2011

De onde são as pessoas que visitam meu blog?

Podemos colocar no Blog uma ferramenta que mostra de onde são as pessoas que visitam nosso blog.

Para isso, acesse: Revolver Maps.
A seguir, navegue pelos ícones "Get Your Globe", "Get the Mini Version" e "Get 2D Map" e escolha o modelo que deseja postar em seu blog.
Escolhido o modelo, você pode definir o tamanho, a cor da marcação que aparecerá no mapa, etc.
Observe que o último item que aparece é o código HTML que deve ser postado no Blog.

Como postar no Blog?
1) Copie o código HTML que foi gerado.
2) Vá até seu Blog e acesse a aba Design.
3) No menu lateral clique em "Adicionar Gadget".
4) Escolha o Gadget "HTML/JavaScript"
5) Dê um título para ele e cole o código que foi copiado.
6) Clique no botão salvar que aparece na janela.
7) Mova o Gadget criado para a posição onde você deseja que apareça no menu lateral.
7) E clique então no botão salvar que aparece logo acima dos Gadgets adicionados.
8) Prontinho... Agora é só visualizar o Blog para ver como ficou.

Aula 08 - Tirando algumas dúvidas

Aula 07 - Como inserir vídeo do YouTube no Blog

Aula 06 - Editando o Perfil e Layout

Aula 05 - Trabalhando com o Google Docs e Blogs

Aula 04 - Como inserir imagens e administrar postagens

Aula 03 - Como fazer postagens no Blog

Aula 02 - Criando uma conta no Blogger

Aula 01 - O que é um Blog? Um pouco de História.

Como fazer uma postagem no Blog

Conhecendo alguns Blogs

Esta atividade visa ampliar seu repertório sobre os modelos e conteúdos abordados em blogs de outras pessoas, como base para construir o seu.

Visites alguns dos blogs da lista abaixo. São blogs de escolas e de professores e sobre tecnologia:
* Primeiro blog da escola
* Primeiro blog com alunos
* Blog colaborativo sobre a Copa do Mundo
* Sites e dicas interessantes para professores
* Blog da escola
* Blog do Centro de Referência Educacional
* Dinâmica Educativa : Dinâmicas de Grupo
* Alma de Educador
* Ciberespaço na escola
* Edublogosfera – informa endereços de blogs
* Nanotecnologia
* Edesio.ueg – sobre tecnologia
* Informática Educativa
* Lousa Digital
* Efetividade.net – sobre apresentações de slides

Há inúmeros outros blogs. Utilize os sites de busca para localizá-los, utilizando palavras-chave de assuntos de seu interesse.

Vale a pena visitar estes fotologs, de fotógrafos amadores postando seus ensaios fotográficos:
* Balaio de fotos
* Experimentação fotográfica
* Bizu-Bizu

Serviços gratuitos de blog e fotolog:
* Blogger Brasil
* Blogger
* BliG
* Fotoflog




Fonte: Introdução à Educação Digital: caderno de estudo e prática / Beth Bastos...[et al.] - Brasília: MEC, SEED; 2008

Quer aprender? Crie um Blog!

Como alunos e professores estão usando os diários na internet para partilhar dúvidas, estimular pesquisas e incentivar a troca de informações.

Por Paloma Cortes

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? O enigma levou Mayara Ferreira Ciriaco, de 14 anos, aluna de uma escola pública da periferia de Araxá, em Minas Gerais, a melhorar seu desempenho escolar. Como? Depois de pesquisar em sites, entrevistar especialistas por e-mail e participar de listas de discussão, ela montou um diário on-line - ou blog - sobre o assunto com a ajuda dos professores e do Instituto Ayrton Senna. Suas notas melhoraram e seu interesse pela escola aumentou. Mayara e outros milhares de alunos e professores descobriram que os blogs são um poderoso instrumento para o ensino.

Com os blogs, os alunos veem que o resultado de seu trabalho não fica guardado em pastas. "Adorei o fato de outras pessoas terem visto o que fiz", diz Mayara. Segundo Marlene das Dores, que implementou o projeto de blogs quando era diretora da escola em Araxá, a frequência dos alunos aumentou. Os que participaram, segundo avaliação feita pelo Instituto Ayrton Senna, melhoraram sua expressão escrita e verbal, venceram a timidez e hoje mostram mais vontade de pesquisar, têm mais interesse em estudar e apresentam uma visão crítica do mundo. "Alguns chegam a discordar do professor sobre assuntos expostos em aula", diz Marlene.

Com linguagem coloquial, os blogs viraram uma ferramenta pedagógica valiosa. "Eles são capazes de aproximar alunos e professores, ainda distantes na escola tradicional", afirma Betina von Staa, coordenadora de pesquisa da divisão de portais educacionais da Positivo Informática. Na escola tradicional, com lousa, giz, mesa e carteira, o professor costuma ser o único detentor do conhecimento. Com os blogs, esse modelo muda. "A sala de aula tradicional se consolidou num modelo em que um sabe mais e, por isso, ensina, fala, transmite a mensagem, e outro sabe menos. Ou não sabe nada. Por isso, copia, repete, decora", afirma Andrea Ramal, autora do livro Educação na Cibercultura. "Esse modelo não é condizente com a realidade, por isso, não se sustenta mais."

Plugados, crianças e adolescentes de hoje acabam se identificando com o professor blogueiro, pois o mestre que está ali para ensiná-los também está disposto a aprender no mesmo universo virtual em que eles adoram navegar. Nos 1.351 blogs de professores hospedados no Portal Educacional, os docentes colocam exercícios, gabaritos de provas, desafios, mapas e ilustrações. Com isso, não precisam mais perder horas corrigindo provas ou carregando pastas e mais pastas. O professor de Química Telson Melentino Júnior, do Colégio Max, em Cuiabá, Mato Grosso, aposentou o site que mantinha desde 2000 para aderir ao blog. "Eu pagava a um técnico para fazer as atualizações. Com o blog, não dependo de ninguém", diz.

Além da praticidade para os professores, os alunos acessam as páginas também para fazer comentários. "A aula não fica mais restrita aos 45 minutos. Ao acessar o blog, o professor aumenta o interesse dos alunos", afirma Betina. Conectados, os professores passam a colocar em seus blogs links para páginas interessantes. Isso aguça a curiosidade dos alunos e contribui para a constante reciclagem do educador.

Tal necessidade levou a professora de Português Gládis Leal dos Santos a montar mais de seis blogs na escola pública onde dá aulas, em Joinville, Santa Catarina. Além dos recursos de texto, ela costuma colocar nos blogs fotos de atividades e até vídeos. "Como o tema agora é o aquecimento global, vou buscar no YouTube vídeos sobre o assunto", diz ela.

Embora sejam uma ferramenta eficaz, os blogs ainda estão distantes da maioria dos alunos. Dados do Censo Escolar de 2005 mostram que apenas 30% dos alunos do ensino fundamental têm acesso a computadores. No ensino médio, é pouco mais da metade. O país está em penúltimo lugar em um ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico em número de computadores por aluno. Aqui, a média é de uma máquina para cada 50 alunos. O recomendável é uma máquina para cada cinco estudantes. Exemplos como o de Araxá mostram que a curiosidade dos alunos e o empenho dos professores podem dar resultado. Depois da criação dos blogs, a repetência dos alunos da rede pública municipal praticamente zerou. Nas outras escolas da cidade, 20% dos alunos são reprovados ao fim de cada ano letivo. O Instituto Ayrton Senna atribui esse resultado à disseminação dos computadores e dos blogs.


AS VANTAGENS DOS BLOGS
Os principais benefícios para professores e alunos:

* Aproximar professores e alunos
Os estudantes tendem a se identificar com o professor blogueiro. Se o aluno cria um blog, os professores têm um espaço a mais para orientar o aluno.

* Permitir maior reflexão sobre o conteúdo
Quando o professor blogueiro expõe sua opinião, está sujeito a críticas e elogios. Com isso, reflete sobre seu trabalho e faz os alunos pensar mais sobre o tema proposto.

* Manter o professor atualizado
O professor blogueiro busca em outros sites e blogs informações para compartilhar com os alunos. Isso o coloca em permanente reciclagem.

* Criar uma atividade fora do horário de aula
O estudo não fica restrito aos 45 minutos de sala de aula. Com o blog, o professor instiga os alunos a estudar mais. Eles buscam no blog desafios, exercícios e gabaritos.

* Trazer experiências de fora da escola
O blog abre as atividades da escola para pessoas de outros colégios, cidades e até países colaborarem. Isso amplia a visão de mundo da turma.

* Divulgar o trabalho do aluno e do professor
As produções do aluno ou do professor podem ser vistas, comentadas e conhecidas por qualquer internauta do mundo. Isso é um incentivo para alunos e professores se dedicarem.

* Permitir o acompanhamento
Com os blogs, os pais podem monitorar as atividades escolares dos filhos. E também ter acesso ao que o professor está ensinando. Isso não é possível com as aulas.

* Ensinar linguagem digital
Ao montar blogs, alunos e professores passam por um processo de "alfabetização digital". Aprendem a fazer downloads e outros recursos para navegar com facilidade.


Fonte:

Avaliar na Cibercultura



Aprender a aprender

O Papel do Professor na Era Digital

Valéria de Paula Lima

Chegamos ao ano 2000 e se faz necessário pensar na emergência de uma nova economia, alguns a chamam de informacional, outros de economia globalizada.
As características da velha economia como visão nacional, regulação, monopólio, segurança e "status quo" não cabem nos novos tempos. Vejam só, assim vimos caminhar esta década que se passou e outras mais.
E hoje? Quais são as características desta nova economia?
Hoje caminhamos com uma visão global; a parceria é essencial entre o que é público e o privado; o que impera é a competição; todos vivem correndo riscos, não ouvimos mais alguém dizer: - vou me aposentar daqui há 25 anos. Tudo ocorre com muita velocidade e mudança é a lei.
Segundo Waldez L. Ludwig, "a hierarquia cedeu lugar a rede, reverenciamos as pessoas pelo conhecimento que possuem". Antes valorizávamos plantas, equipamentos, agora o que tem valor é o capital intelectual. Não trabalhamos mais em grupos, e sim, em times; cada um tem habilidades e competências que devem ser valorizadas.
E o nós professores? Já entramos na era do capital intelectual?
Qual é o nosso papel diante de um mundo tecnológico e veloz na era do conhecimento?
Possuímos o espaço mais valorizado desta era e no entanto, estamos totalmente fora dela. O médico que não se atualizou, não tem paciente; o supermercado que não informatizou seus equipamentos virou mercado, e a nossa escola? Possui alguns computadores, mas não sabemos o que fazer com eles... No espaço dedicado a aprender, a informação tem concorrente... Concorre com o giz e o quadro negro, com um amontoado de cópias e com pouquíssimos trabalhos em times, talvez alguns pequenos grupos discutindo... criar não é necessário.
Talvez estejamos assim porque nossos professores não puderam prever o futuro: não nos ensinaram a pensar e criar, a aprender a aprender e será que temos consciência do nosso potencial cognitivo, afetivo e social?
Esta resposta daremos aos nossos alunos, através da atualização do trabalho pedagógico. Não descartamos o velho... mas queremos deixar a escola a altura do seu tempo.
O que significa este aprender contínuo?
Para o Prof. José Armando Valente "é a possibilidade de aprender em qualquer lugar, a qualquer momento; a escola perde o monopólio da formação e passa ser um local para ajudar o aprendiz a atribuir significados a informação."
Mais importante ainda se torna o fazer e o compreender. Para compreender se faz necessário uma tomada de consciência, uma transformação. Para Jean Piaget, ser capaz de fazer com sucesso, não significa só compreender o que faz, mais ainda, compreender não é geral, está relacionado com o objeto da ação e depende do nível de interação com o objeto.
Para criar situações que estimulem a compreensão se faz necessário um ambiente rico em tecnologias da informação, em informação e com agentes de aprendizagem, que às vezes é o professor e muitas vezes, os próprios alunos quando nós nos tornamos aprendizes.
E a informática adquire assim, um papel importante porque pode explicitar e executar processos mentais e construir conhecimentos por meio do ciclo descrição - execução - reflexão - depuração.
Implantar a educação do compreender na escola não é uma tarefa fácil. É preciso torná-la um espaço de ação complexa e solidário envolvendo alunos, pais, professores, direção e especialistas.
Esta mudança só acontecerá se todos adotarem uma postura coerente dentro de uma nova lógica atuando como facilitadores da construção de mudança e entendendo os papéis dos diferentes elementos da escola.
O aluno é o ator principal: cria soluções, pensa e reflete, depura suas idéias, interage com sua cultura, trabalha em grupo e desenvolve a consciência do seu potencial cognitivo, social e afetivo.
Se o aluno é o ator principal, qual será nosso papel?
O professor facilitará a realização do ciclo da aprendizagem, desafiando o aluno, estabelecendo parcerias e ajudando a tomar consciência do seu potencial.
E o diretor?
O diretor também tem um papel fundamental: de criar o projeto de mudança com a comunidade escolar, de flexibilizar normas para implantação do ciclo da continuação da mudança e de trabalhar com a comunidade escolar e com especialistas externos.
Por isto, não estamos sozinhos. Nós temos que trabalhar juntos na construção desta nova escola.
Como diz Waldez L. Ludwig, a mudança vai acontecer pela educação, mas é preciso antes de tudo, mudar a educação.
Ter a escola na era digital não significa implantar laboratórios de informática, mas sim, criar possibilidades da construção da mudança na escola. E mudança não acontece por decreto, é algo que se constrói no caminhar.


Valéria de Paula Lima é mestranda em Informática Educacional.
Prof. José Armando Valente é professor Doutor e Coordenador do NIED/UNICAMP
Waldez L. Ludwig é psicólogo e assessor d várias empresas.